Texto referencial: assim também vos, quando tiverdes feito tudo o que vos mandarem dizei: “somos servos insignificantes: fizemos o que deveríamos fazer”
(Lc, 17, 10).
1- Jesus se está dirigindo a Jerusalém, a cidade santa, ou seja, dos profetas. Aproveita então a ocasião, para instruir os apóstolos, que ficaram amedrontados diante das obrigações resultantes do discipulado: obediência, espírito de serviço, humildade, perdão e fé inquebrantável.
2- Compreendendo, as exigências, do seguimento do mestre, os apóstolos pediram que lhes fosse aumentado a fé. Jesus usando a linguagem simbólica lhes falou da parábola da amoreira que intimado pelo poder da palavra de Deus, obedeceria, transplantando-se ao mar. Falou-lhes ainda da situação dos empregados de então que precisavam servir primeiro ao patrão, e, somente depois podiam servir-se. Eles o realizavam naturalmente, sem discussão alguma. O mesmo caberia então aos discípulos, aos quais, no entanto, deveriam agir sempre com fé, amor e gratidão.
3- Deus nos valorizou tanto que, se tornou um dos nossos. Agora, consciente do nosso valor, precisamos, sem omissão ou discussão aprender a servir, com fé e amor, nunca perdendo o espírito de humildade. Somos servos insignificantes, mas não inúteis, pois Jesus não veio ao encontro de inúteis, mas de pecadores. De salvandos. Repito: insignificantes, mas criaturas de Deus, mesmo que manchados pelo pecado. Como pecadores Deus consegue trabalhar usando seu amor e perdão salvadores. Com inúteis não, pois responderão, sempre com sua inutilidade. São inúteis…
+Dom Carmo João Rhoden, SCJ
Bispo Emérito de Taubaté-SP